A Faculdade de Belas Artes da U. Porto, inaugura na próxima sexta-feira, dia 29 de Outubro, a exposição Huma Sorte de Academia.
Esta exposição teve como ponto de partida um projecto de Edição de autor. Os artistas convidados têm como denominador comum a FBAUP, sejam eles estudantes ou professores, que regressam à "Academia" ou que ainda a frequentam para mais uma vez criarem.
Autores convidados: Júlio Dolbeth, Rui Vitorino santos, Rui Neto, Miguel Carneiro, Arlindo Silva, Manuel Alves, Marta Monteiro, André Silva, Marco Mendes e Nuno de Sousa.
Huma Sorte de Academia apresenta trabalhos produzidos nas oficinas de impressão da FBAUP, e nos ateliês dos artistas convidados, numa proliferação de ideias sobre o que é, no discurso directo de cada autor, esse espaço de ensino que celebra 230 anos.
A exposição é inaugurada no dia 29 de Outubro, pelas 17 horas, no Museu da Faculdade de Belas Artes da U.Porto, e encerra a 12 de Novembro.
MUNDO DE CRISTAL / MÁQUINA DA SELVA com Beast Box e HHY Sexta-feira, 29 de Outubro. 22h Auditório de Serralves, Porto.
Integrado no ciclo dedicado ao escritor J.G. Ballard, Beast Box e HHY apresentam uma performance cénica e sonora concebida a partir da montagem de fragmentos de "O Mundo de Cristal" de J. G. Ballard e de "O Coração das Trevas" de Joseph Conrad.
O evento será dividido em dois fluxos mutuamente implicados de extensa duração, propondo uma experiência de imersão ambiental e cosmológica numa selva prismática e ficcional. Entrar na Selva implica submetermo-nos à indistinção e indiferença absolutas entre mundo interior e mundo exterior. Significa a transposição de um limiar para um ambiente imersivo e em expansão para além dos limites do nosso corpo, simultaneamente orgânico e mental, aprisionando-nos num invólucro (uma gruta, uma cavidade) sem pontos de orientação e com múltiplas entradas do qual podemos apenas intuir uma saída: um espaço de ecos, visitações, derivas e infiltrações constantes do sonho na realidade e da realidade no sonho. A Selva é, nesse sentido, uma máquina (simbólica, sensorial e sonora) de ficções, fluxos e intensidades subterrâneas na qual entramos e nos introduzimos completamente ao mesmo tempo que somos nós próprios as peças desta máquina de contaminação.
REPORT #1:Beast Box Jonathan Uliel Saldanha & Benjamin Brejon de Lavergnée: instrumentos / arquivos / dispositivos / montagem e edição de texto Manuel João Neto: montagem e edição de texto Ewen Chardronnet: arquivos / dipositivos / luz Diogo Dória: voz / corpo
REPORT #2:HHY Jonathan Uliel Saldanha: dispositivos sonoros e electroestáticos / luz / Dub Benjamin Brejon: objectos Ewen Chardronnet: luz
Imagem/cartaz: Dayana Lucas e Jonathan Saldanha Impressão: oficina ARARA
Jornadas de autoedicion que celebraremos el fin de semana del 18 y 19 de Septiembre, Sabado y Domingo. En ellas contaremos con diferentes autores y colectivos en un espacio comun en el que reunirse, intercambiar experiencias, ejemplares, ideas y mostrar al publico sus libros, fanzines, comics y demás publicaciones impresas complementaria el encuentro habrá una exposicion de diferente material grafico como serigrafias, posters etc y un mural que llevaran a cabo en las paredes del espacio los diferentes pintores, ilustradores y dibujantes que alli se reunan, a lo largo de los dos dias, entre otros colaboradores e implicados de:
Ataque Modelo - Paulo Tavares Supplica - Miguel Oliveira, Éric Alliez, Susana Caló Agudo - Gustavo Costa - bateria; João Filipe - bateria; Filipe Silva - gerador de feedback Zed Zed Zibodandez (Ditador Universal) - Marcello Maggi Grave - Henrique Fernandes - contrabaixo; Rui Leal - contrabaixo; João Martins - saxofone
Cave:
DJ Set Sincrético - DJBeatnik (Soopa) La machine de terreur - Frederico Duarte Enciclopédia Heteróclita do Terror - Revista Detritos
* Em exposição e disponível para venda em conjunto com a detritos estará a serigrafia "Souffle au Coeur" de Miguel Carneiro.
VOLUME 04
Detritos 04_Terror/Terrorismo // Junho 2010 // 88pp//
Editorial – Godofredo Pereira O Atentado - A.Dasilva O. Topologia Do Terror – Jonathan Uliel Saldanha Tiqqun-Tripier. Agenciamento Terrorista Transformista - Marcello Maggi O Terror Pela Idiotia. O Que é Um Idiota? Parte 2. - Miguel Oliveira Le souffle au cœur - Miguel Carneiro Terrorismo E Modernidade: Apontamentos - Nuno Rodrigues Ataque Modelo - Paulo Tavares Triebkrieg - Reza Negarestani S/Título - Né Barros Universal Catastrophe - Roundtable On Terrorism. Centre For Research Architecture, Goldsmiths University, London. Preâmbulo de uma Mutação Extemporânea - Vasco Costa O Anjo Suíno - Ricardo Tinoco
Capa - Dayana Lucas + Projecto Gráfico - Pedro Rodrigues
Mais info e volumes anteriores: www.revistadetritos.com e www.soopa.org
A minha contribuição para o evento "20 Bandas, 20 Dj's, 20 Cartazes", que irá decorrer no Plano B, próxima quinta-feira, dia 10 de Junho. Um Frango Ferido, para uma noite que promete ser um verdadeiro atentado aos sentidos...
cartaz por Marcos Farrajota e Rudolfo (letras e cor)
14 e 15 de Maio --- Maus Hábitos (Porto)
dia 14: lançamento de Penis Assassino de Janus ... concertos + djing: dia 14: Kanukanakina + Claiana + dj Shree Svathistana dia 15: Ghuna X (lançamento de Patine - Joint Operation Records) + Rudolfo + Yoshi, o puto dragão + undj MMMNNNRRRG ... animações de Janus, Doutor Uránio, Le Dernier Cri, Nini666... ... mercado do livro (dia 15, 15h30 às 19h30) com as presenças das seguintes editoras MMMNNNRRRG (claro!), Chili Com Carne (c/ livros do Le Dernier Cri), Ruru Comix, Soopa, Marvellous Tone, Plana Press, Edições Mortas, Thisco, Opuntia Books, Braço de Ferro, Latrina do Chifrudo, Gajos da Mula, Reject'zine, Dama Aflita a representar Café Royal, zine Durty Kat, a confirmar Trem Azul. ... organização: MMMNNNRRRG, Marvellous Tone, Ruru Comix
Registo de um trabalho feito mesmo antes de deixar Marselha, entre a preparação das malas e os últimos adeus. Conjunto de 8 cartazes 50x70 cm, pintados à mão por encomenda de Ahmad Compaoré, para a 8ª edição do Musique Rebelle, a 17 de Abril. Um longo concerto, dividido em 8 Rounds e que reuniu um conjunto vasto de músicos de diferentes quadrantes, orquestrados pela mão do Ahmad, mestre de cerimónias de uma noite longa recheada de improvisações, performances, instalações e exposições protagonizadas por mais de 50 artistas, músicos e outros convidados na sala do Cabaret Aléatoire, no Friche la Belle de Mai, em Marselha:
"Créé il y a 3 ans à l’initiative du batteur Ahmad Compaoré, le concept "Musique Rebelle" voit le jour à la Friche la Belle de Mai au cours de jam sessions données au studio La Boîte à Musique, lieu de rassemblement pour musiciens de la scène marseillaise. Voilà sans doute la vraie musique contemporaine, vivante, mutante et libre. Les rythmes urbains et les cultures du monde alimentent le swing énergique, en perpétuelle évolution. Dans un même élan de création et de révolte, l’art s’affirme plus que jamais comme une résistance et un combat. Gardez l'esprit vif, l'œil ouvert… et les oreilles avec!
Les artistes: AimbAss, Sami (Twister) Amdouni, Yacine Amdouni, Couli Barry, Big in Japan, Pakito Bolino, Laure Bonomo, Christian Brazier, DJ C, Miguel Carneiro, Ivan Chabanaud, Sista Chance, Denis Chauvet, Gaël Cobert, Collectif 201, Ahmad Compaoré, Emmanuel Cremer, Lamine Diagne, Dubmood, Sofiane Fahrane, Céline Gauthier, Fabien Genais, Pierre Gondard, Hakim Hamadouche, Marc Hernandez, Raphaël Imbert, Jankenpopp, Hakim Kadafy, Kenzo, Philippe "Mao" Le Rabo, Christophe LeLoil, Aïssa Mallouk, Papet Jali & Gari du Massilia Sound System, Micflow, Sarah Moha, Stéphane Mondésir, Jean-Marc Montera, Oliver Night, DJ Oncle Bo, Didi Pause, Laurent Pernice, Phonkla, Fred Pichot, Dolf Pleiter, Marion Rampal, Saleeh, Luc Sky, Yvi Slan, Splash Macadam, Baba Squaaly, Marianne Suner, Tabarnak, Manu Théron, Wim Welker, Tania Zolty, Sporting Club Marcel Cerdan.
Uma exposição de Ilustração não é só uma exposição de ilustrações. Na verdade, o menos interessante numa exposição de Ilustração será a condição dos trabalhos expostos enquanto “ilustrações" (1). Enquanto exposição, tudo isto se complica se ela resulta de um colectivo com pequeníssimas afinidades, uma “salade aux artistes”, convidados a ilustrar um mesmo texto-tema de partida, já em si extemporâneo(!), coleccionados num espaço aflito em dedicar-se à Ilustração. Um imenso corredor... sem portas de saída, ou entrada. Como sair vivo daqui? Como encontrar as bordas deste pot-pourri? Por acaso. Felizmente o saldo é positivo: há sempre mais quem ganhe com isto do que quem perca. E a vida continua.
A intenção é boa, sobretudo no seguimento do programa sério estipulado por esta galeria — promover o desenvolvimento da Ilustração, do Desenho e dos seus autores. Mas é daquelas exposições que têm tudo para dar certo. E dão. Nada falha. Quase nada sai fora dos planos. A sensaboria é proporcional às rédeas auto-propostas, mas o programa é cumprido e os jovens coleccionadores aparecem. E mais ninguém fala no assunto, para não variar! Ou, quando fala, fica-se invariavelmente nas redomas da categorização académica, histórica e ontológica de que o bicho-ilustração ainda não se livrou (2).
Olhemos um pouco mais de perto as diferentes abordagens propostas pela quarentena de artistas convidados (3) : à parte os cinismos, os trocadilhos, as gracinhas e os beliscões, a desmultiplicação autoral, fora o bricolage, ou as abordagens fetichistas — entre outros fenómenos globais da arte contemporânea— fora as interpretações mais literais, e o cenário geral fica um pouco despido. Uma espécie de retrato de grupo de um agregado internacional de crianças órfãs de um mesmo dandy. Muito pouco escapa à maior parte dos trabalhos. O que é que escapou à exposição?
No próximo sábado, dia 20 de Março, pelas 17h inaugura na galeria DAMA AFLITA a exposição "DANDY", uma colectiva com 45 autores. Nesse mesmo dia será feito o lançamento do livro/catálogo da exposição pela editora PLANA.
Autores participantes:
Afonso Cruz (pt), Ana Torrie (pt), André Alves (pt), André Lemos (pt), Andrea Gomez (col), Bruno Pereira (pt), Carlos Pinheiro (pt), Craig Atkinson (uk), El-Ed (arg), Esgar Acelerado (pt), Filipe Abranches (pt), Francisco Eduardo (pt), Gémeo Luís (pt), Isabel Carvalho (por Cristiana Pinto e Patrícia Guerra) (pt), João Fazenda (pt), João Maio Pinto (pt), Jordi Ferreiro (es), José Feitor (pt), Júlio Dolbeth (pt), Leonor Zamith (pt), Luis Dourado (pt), Luis Urculo (es), Marco Mendes (pt), Mário Vitória (pt), Marta Madureira (pt), Marta Monteiro (pt), Maxi Luchini (arg), Miguel Arias (usa), Miguel Carneiro (pt) Nuno Sousa (pt), Paulo Patrício (pt), Pedro Lino (pt), Pedro Zamith (pt), Ricardo Abreu (pt), Rita Carvalho (pt), Rômolo (br), Rui Vitorino Santos (pt), Rosa Baptista (pt), Salão Coboi (pt), Sam Baron (fr), Serge Against Bourg (pt), Teresa Camara Pestana (pt), Tiago Albuquerque (pt).
“Toda a gente sabe como é que começa uma massagem e ninguém sabe como é que ela acaba” (disse um dia o comandante da Zona Marítima do Sul, Reis Ágoas, à TSF, a propósito de...)
Faz algum tempo que se impunha dar uma arrumação e actualizar o curral: passaram agora 6 meses que meia mula partiu de malas e bagagens para o sul de França. A ideia era trocar o cinzento-atlântico do Porto pelo cinzento-mediterrânico de Marselha. E foi isso que aconteceu. O móbil da deslocação era o de fazer um estágio no atelier Le Dernier Cri: 4 meses de trabalhos forçados, pronto para ser pau para toda a obra e terminar o período “sabático” com a impressão de um livro desenhado por mim.
Intoxicado pelo roquefort e evenenado pelo maldito Pastis Marselhense o tempo lá foi passando... Quando dei por ela as temperaturas tinham baixado uns 30 ºC, e tínhamos passado 4 meses a imprimir em serigrafia uma antologia gráfica massiva — Hopital Brut 9, que se desdobra numa centena de autores dos mais diferentes quadrantes e registos iconográficos. Para além de participar com 2 desenhos (como o compatriota André Lemos), as minhas impressões digitais estão espalhadas um pouco por todo o volume, já que fiz desde manipulação digital e analógica das imagens, montagem dos planos de impressão, afinação das cores, até impressão, guilhotinagem, acabamentos finais e o diabo que o carregue! Quatro meses de muita transpiração, uma vez que este infernal HB9 foi verdadeiramente o tour de force da minha estadia por estas bandas. Pelo meio, impressão de muitos cartazes, nomeadamente os delírios maléficos do Dave2000 para o mítico refúgio de L’Embobineuse, capas de disco, flyers e outras edições de menor tiragem.
Enquanto cozinho o meu livro em lume brando, e para não deixar as máquinas enferrujar, imprimimos esta semana o poster Monsieur Pignon & The Immoral Rotten Chicken’s “Le Souffle Au Coeur”. Uma tiragem de 100 exemplares (c/ 3 cores), de um desenho que fiz originalmente para o próximo número da revista Detritos, cujo lançamento está previsto para finais de Março, algures no Porto. O poster poderá ser adquirido nessa altura, mas aceitam-se reservas...
Digna de registo foi ainda a nossa passagem em fins de Janeiro pelo festival de Angoul-Merde. À invasão do bar Minage sob o olhar vanguardista, mas por vezes ciclópico, do general Pakito Bolino, a liderar a trupe Dernier Cri, juntaram-se o projecto Mike Goes West e uma modesta aparição da Qu’Inferno (uma vez que não se proporcionaram as condições para levar outras publicações da Mula).
À parte a insuportável histeria colectiva que um festival daquelas dimensões desencadeia, e a quantidade assustadora de comics-freaks por m2, foram momentos bem passados (como o bife!) dentro do refúgio do Minage, e uma oportunidade única de conhecer uma data de novos projectos editorais sintonizados na nossa frequência (Komikaze, Turbo Comics , Arbitraire, etc...) e rever os parceiros da Stripburguer com os quais iremos colaborar no próximo número.
Mal regrássemos de Angoulême e com muito poucas horas de descanso, montamos a exposição Mike Goes Mars, no fabuloso estúdio da companhia de teatro das marionetas punk-barrocas Buchinger’s Boots, que não obstante serem meus vizinhos, são dos projectos mais interessantes com os quais me cruzei por estas bandas.